Introdução

Recentemente, uma grande rede de televisão lançou uma campanha cujo objetivo declarado era “oferecer ao país um mosaico dos anseios dos cidadãos. Uma oportunidade de verbalizar o que cada um quer e o que não quer para o nosso futuro”.
Como eu não confio naquela que contribui para difundir toda sorte de ataques a princípios que me são caros (como por exemplo os de família e os princípios cristãos), nem cogitei a possibilidade de enviar o tal vídeo. Não obstante, o tema da campanha serviu como inspiração para meu artigo. Ao pensar no Brasil que não quero no futuro, percebi que eram tantos os pontos a relatar, que tive que escolher apenas sete deles, sob pena de produzir um texto muito longo.
Seguem os sete pontos:

1. Que existam ideias bolivarianas

Onde políticos ligados ao Fórum de São Paulo posam de salvadores da pátria, mas que na verdade são abutres prontos para transformarem nossa nação em uma Venezuela, ou melhor, prontos para concretizarem o tão sonhado plano das esquerdas marxistas, que é tornar a América do Sul uma espécie de grande pátria comunista, não medindo esforços para levarem a cabo esta trama.
Discursos recentes, realizados por políticos ligados a partidos que abraçaram a causa da “Grande Pátria”, mostram claramente o menosprezo que estes nutrem pela ordem jurídica e pelas instituições democráticas. Afinal o que importa é o poder e não o bem estar da população. Para isto, vociferam as maiores sandices com o objetivo de defender um réu condenado em segunda instância, com provas do ato delituoso que saltam aos olhos, menos, é claro, para aqueles que não querem ver.
Como ápice de toda loucura desta gente, até veicular notícias totalmente falsas na rede de televisão Al Jazeera, mais influente emissora do mundo árabe, onde conclama uma mobilização para soltar um réu condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Deus livre o Brasil de consequências desastrosas que podem acontecer em função deste descabido pedido de apoio.

2. Que tenha uma Suprema Corte parcial

Que muda de ideia ao sabor da conveniência política, utilizando linguagem rebuscada em seus julgamentos, mas que, na verdade, não passam de tentativas de tirar da cadeia pessoas que tão mal fizeram ao país e que já foram julgadas e condenadas por meio de longos processos, que provaram suas culpas. Ao que parece, para alguns Ministros do STF, os fatos têm menos importância do que as chicanas processuais permitidas em um país com um sistema jurídico arcaico e descolado da realidade praticada nas nações mais desenvolvidas do planeta.

3. Que tenha movimentos terroristas transvestidos de movimentos sociais

Não resta dúvida que os pretensos movimentos sociais que atuam no país comportam-se como se naturalmente tivessem mais direitos do que todos os outros cidadãos, por se considerarem a encarnação do povo, o que de fato não são. Na verdade, as recentes invasões promovidas por estes movimentos mostram claramente que eles não atuam pensando no social, mas sim como peças de uma engrenagem disposta tão somente a conquistar o poder político.
A leniência do Estado para lidar com esses arruaceiros e impor a ordem como determina a legislação corrente de nosso país, fez com que esta turma tenha a certeza da impunidade. Como resultado desta inoperância das autoridades constituídas, o cidadão que paga seus impostos e confia na manutenção de seus direitos, como o de propriedade, acaba ficando à mercê do terrorismo de esquerda travestido de movimento social.

4. Que tenha um índice de homicídios calamitoso

Onde acontecem 60 mil homicídios por ano, superando as mortes de países em estado de guerra declarada. Esta sensação de insegurança está fazendo com que cada vez mais pessoas desejem sair do país na busca de um lugar seguro para se viver.

5. Que esteja na lista dos países mais corruptos do mundo

Os grandes casos de corrupção mostram como o conluio entre empresas e políticos subtrai da economia bilhões de dólares, que foram saqueados da população para beneficiar poucos políticos nada interessados no país, mas tão somente no seu próprio ventre.

6. Que apresente um dos piores índices de educação do mundo

Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tem o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura. Ficando atrás apenas da Indonésia, em uma lista de 64 países de todo o mundo.
Curiosamente, na “Pátria Educadora” (denominação dada pelos governos petistas), no mesmo período em que o orçamento para educação triplicou, os resultados nunca estiveram tão ruins, demonstrando, no mínimo, uma total incompetência na aplicação de recursos públicos.
Ou seja, a educação praticada no Brasil forma cada vez mais pessoas incapazes de ler um texto e apreender do que se trata, formando verdadeiros cordeiros no meio de lobos vorazes, prontos para serem devorados por políticos populistas que estão atrás de voto de inocentes úteis.

7. Que tenha uma carga tributária entre as maiores do mundo

Estudos mostram que o brasileiro tem de trabalhar 5 meses do ano somente para custear a cobrança de tributos e outros 5 meses para pagar, ao setor privado, os serviços públicos essenciais que o Governo deveria garantir-lhe, como saúde, educação, entre outros. Isto é um verdadeiro escárnio.

Conclusão

O Brasil, ao longo dos últimos anos, transformou-se em um país inóspito de se viver, sendo uma verdadeira hipérbole de maus feitos, principalmente na gestão pública. O que fazer para mudar esta condição de caos que tomou conta do cenário político e social?
A resposta não é fácil e a solução, caso venha, deve demorar décadas, demandando muita luta de todos.
Apesar deste futuro estar longe, não podemos nos render. Devemos lutar por melhoras; afinal, o presente aponta para o futuro. Como estamos em ano de eleição, arrisco a dizer que poderemos ter um novo início ao depositarmos de forma correta nosso voto nas urnas, na esperança de que os cargos públicos sejam ocupados por gente honesta, comprometida com as necessidades do país e disposta a trabalhar na busca deste futuro melhor tão almejado.
O que se espera é que os partidos ofereçam aos eleitores candidatos deste tipo e porte. E que, por outro lado, este mesmo eleitor se comporte com altivez e dignidade, somente depositando seu voto em candidatos competentes e honestos.
Quem sabe assim, tenhamos um bom início na reconstrução do nosso glorioso Brasil.

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André Machado
Cristão, casado há 19 anos, tem três filhos. Foi Sargento da Força Aérea durante 8 anos. Ocupa o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil desde 1998, tendo desempenhado diversas funções em comissão e em assessoria, com destaque para o de Diretor de Fiscalização Substituto, Coordenador Geral de Planejamento e Chefe do Escritório de Fiscalização no Rio de Janeiro (todos na PREVIC). Também atua como professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), na área de Gestão e Planejamento. Possui graduação em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994); Pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ (2001); Pós-Graduação em Previdência Complementar pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003); Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (2005); Advanced Leadership Seminar / Haggai Institute- 2008 (USA); Pós-Graduação em Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra (2011).

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