Abaixo, em nove itens, o que circula nas redes e dizem ser uma análise onde “o Le Monde Diplomatique esmiúça a crise no Brasil”. Segundo o propagador do texto, trata-se de uma sofisticada análise das forças que governam a política do país e que bem poderia ter por título “O poder invisível e seu exercício”. Diz ainda: que é uma precisa anatomia.
Logo após o texto, eu teço meus comentários ponto a ponto.

1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.”

MEUS COMENTÁRIOS

O Le Monde diplomatique é mais um jornal da esquerda incansável e mentirosa que está a serviço das elites globalistas. A arte destes caras para misturar a verdade com a mentira, é impressionante, maquiavélica e diabólica.

Toda a minha análise está baseada em um único fato: Os mega capitalistas ocidentais, que estão “curvando” o mundo ocidental a seus pés, são os grandes fomentadores das políticas econômicas de Estado Grande (esquerdistas), pois estas compõe a sua maior arma de controle sobre as sociedades que se creem democráticas. Vejamos uma análise ponto por ponto deste artigo do Le(nin) Monde. A cada item, recomendo reler antes o item correspondente antes de ler o meu comentário.

1 – Já começa, misturando e enganando. Tira (corretamente) o foco, do mundo político, para enganosamente colocá-lo no mundo empresarial.
2 – Completamente verdadeiro. Exatamente como o diabo, que sempre começa com uma gota da verdade: “Se és Filho de Deus…”. Sofismas sempre começam com a verdade. Do contrário, como os incautos vão dar crédito?
3 – Completamente verdadeiro. Idem.
4 – Mistura uma grande verdade (sobre a imprensa) com a falácia de que o grande bandido é o complexo financeiro-empresarial. Há, sim, um poder invisível por trás de tudo, mas a expressão “financeiro-empresarial” transmite a mesma ladainha mentirosa que vem desde que Marx escreveu “O Capital”. A culpa, no texto do Le(nin) Monde é jogada de forma sub-reptícia em todo o universo empresarial, catequizando os desinformados, e convencendo-os de que o mercado empresarial é o grande vilão. Nunca vi um comunismo tão bem disfarçado como este que apresenta o Le(nin) Monde. Quem ler o que dizem os jornais, deve lembrar que o Le(nin) Monde também faz parte da grande mídia vendida e prostituta.
5 – Outra vez, completamente verdadeiro.
6 – Uma frase quase que completamente verdadeira, mas que com a sorrateira troca do sujeito se torna numa grande mentira. Basta trocar a expressão “complexo financeiro-empresarial global”, por “Mega capitalistas globalistas” e a frase ficaria perfeita. Alguém perguntaria: “Mas qual a grande diferença entre estas duas expressões? Eu diria: “TODA”, pois a primeira acusa a iniciativa privada por inteiro, e por isto é mentirosa e visa perpetuar o engano, a segunda acusa os verdadeiros vilões: a elite mega capitalista que pretende dominar o mundo ocidental, usando justamente as políticas de esquerda que só fazem solidificar a corrupção no complexo político-empresarial, pois este é o seu grande instrumento de subjugação dos povos.
7 – Outra vez, completamente verdadeiro.
8 – Verdadeiro novamente.
9 – Aqui vemos a grande mentira que complementa toda a artimanha falaciosa. Verdades e mentiras são misturadas para chegar e este golpe fatal, o qual é o mesmo desde o começo, alavancado pelos satanistas Marx e Engels). O “vilão” é o mercado empresarial, e o “caridoso” é o estado que vai cuidar do cidadão. O estado é o grande “pai” (da mentira) que vai substituir a Deus. Esta mentira vem arruinando o Brasil há décadas, mantendo o poder nas mãos das mesmas oligarquias que estão a serviço dos maiorais internacionais, desde que depuseram a D.Pedro II. Estas oligarquias nunca permitiram que fôssemos sequer um arremedo de República, e há décadas usam as esquerdas para “amansar” a população, fazendo-a crer nos “libertadores” que sempre aparecem no cenário. Tudo isto é um desastre para a nação, e uma vergonha para a igreja que acredita mais no seu “pai-estado” do que em seu Pai celestial. Pois este enviou seu Filho, o qual falou que os governadores dos povos os dominam. Mas os crentes catequizados pelo mundo seguem crendo em governantes “libertadores”. Que vergonha!
10 – Mais um pouco de verdade para captar a credibilidade daqueles que estão enxergando um pouco, a fim de mantê-los ainda afastados do real problema.
11- Mais uma frase enganosa, por trocar o verdadeiro culpado, pelo “culpado” que os mentirosos criaram. Se quem lê não entende esta afirmação, sugiro reler o item 6.
12 – Mais verdade, para dar crédito às mentiras.
13 – Os espertos estão no poder, porque exploram a ignorância dos símplices baseada na desinformação dada pelos mesmos espertos.

Para os desinformados, os espertos são as elites e as elites são o empresariado. Incluem aí qualquer empresário, pois todos são “burguêses”. Quando que os teimosos vão entender que o estado não existe sem o capital? Isto foi reconhecido pelo próprio Lenin! E quando vão se render ao fato de que a arrecadação de um governo depende não de arrecadar muito das empresas, mas sim de ter mais e mais empresas das quais arrecadar? Isto nunca é reconhecido, pois o estado associado a meia dúzia de empresários corruptos, é há décadas, a melhor fórmula para criar um país comunista sem revolução armada e manter o povo sem emprego e feliz com o governo.

Como pode este povo voltar seus olhos para Deus ao mesmo tempo que se faz cúmplice das obras infrutíferas das trevas? Mas este é outro capítulo, por sinal, bem mais importante.

“O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”. Os 4.6.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here