O Brasil vive um momento dramático, onde o sistema político se distancia cada vez mais do que seria uma verdadeira democracia. Nosso país se transformou em um sistema arbitrário, corrupto e com a impunidade ainda sendo a regra do jogo. Enfim, nos transformamos em uma hipérbole de maus feitos de políticos inescrupulosos.

Todo o achincalhe que vivemos nos últimos anos, fez com que muitos escolhessem a distância de tudo e de todos que lembrem política. Como forma de protesto, decidiram votar nulo, ou se absterem de participar das eleições.

Caso você seja uma destas pessoas, CUIDADO!

Não se engane, saiba que votar nulo é, na maioria das vezes, votar indiretamente nos maus políticos, notadamente aqueles que fazem parte de partidos com grande número de militantes. A lógica é a seguinte: os militantes e os compradores de voto VÃO VOTAR; por isso, sem o seu voto, o deles acaba valendo mais. Seu voto nulo, branco ou ausente é INVÁLIDO. É como se você não existisse, e aí só existiria os votos dos militantes. Simples assim.

ALERTA IMPORTANTE

Ao contrário do que andam falando nas mídias sociais, votos nulos, brancos e as abstenções, NÃO ANULARÃO as eleições caso somem mais de 50% do eleitorado.

Em uma eleição (majoritária ou proporcional), votos nulos, brancos e as abstenções, são excluídos da contagem final de votos, sendo considerados como votos inválidos. Isto significa dizer que, apesar de não serem contabilizados, esses votos podem favorecer, por exemplo, o candidato que está na frente da disputa eleitoral no primeiro turno.

Para ser eleito, o candidato em primeiro turno precisa ter 50% dos votos válidos mais um. Ao invalidar o seu voto, eleva automaticamente as chances de eleger quem está na frente, ou quem tem mais militantes dispostos a trabalharem para defender os interesses dos partidos e de seus candidatos.

Desgraçadamente, muitos destes partidos e de seus políticos, nada mais são do que chacais que insistem em manter o feudo de compadres, com vistas única e exclusivamente a continuarem o achaque ao dinheiro público que, além de garantir-lhes uma vida rica e luxuosa, também lhes garantem se perpetuar no poder.

RESUMINDO

Ao votar nulo ou em branco, acabamos abrindo espaço para que um candidato ruim vença a eleição com um número menor de votos necessários. Por isso, é preferível depositar suas esperanças em um candidato parcialmente satisfatório, do que facilitar a vida de um candidato com perfil questionável.

CONCLUSÃO

A abstenção nas eleições é um ato de passividade e não de protesto.

Quanto mais votos brancos e nulos houver, mais os corruptos, os achincalhadores, os criminosos serão eleitos com número menor de votos.

“Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada” (Edmund Burke). Como estamos em ano de eleição, o voto consciente pode contribuir para um início da reconstrução do nosso país. Rogo a Deus que os cargos públicos sejam ocupados por gente honesta, comprometida com as necessidades do país e disposta a trabalhar na busca de um futuro melhor para nossa nação.

Por outro lado, o que se espera é que os partidos ofereçam aos eleitores candidatos deste tipo e porte, e que este mesmo eleitor se comporte com altivez e dignidade, somente depositando seu voto em candidatos competentes e honestos.

Pode parecer pouco, mas o voto coinsciente é o primeiro e importante passo para iniciar a reconstrução do nosso país.

Por tudo isto, NÃO VOTE NULO, salve o Brasil da sua completa destruição.

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André Machado
Cristão, casado há 19 anos, tem três filhos. Foi Sargento da Força Aérea durante 8 anos. Ocupa o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil desde 1998, tendo desempenhado diversas funções em comissão e em assessoria, com destaque para o de Diretor de Fiscalização Substituto, Coordenador Geral de Planejamento e Chefe do Escritório de Fiscalização no Rio de Janeiro (todos na PREVIC). Também atua como professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), na área de Gestão e Planejamento. Possui graduação em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994); Pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ (2001); Pós-Graduação em Previdência Complementar pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003); Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (2005); Advanced Leadership Seminar / Haggai Institute- 2008 (USA); Pós-Graduação em Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra (2011).

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