Após o grande número de visualizações do meu artigo “Não vote nulo, salve o Brasil da sua completa destruição”, fui chamado a responder à singela pergunta: haverá saída para o Brasil? Respondo elegendo quatro possíveis soluções, você escolhe:

1) A primeira seria uma saída literal, que é o aeroporto do Galeão, o de Cumbica, o de Guarulhos, ou qualquer outro. Caso você escolha esta opção, lembre-se de que, a não ser que tenha dupla cidadania, você sempre será um visitante no futuro país de morada, por isso dificilmente influenciará qualquer decisão política, ou seja, você será um mero expectador das decisões dos que lá governam.

2) A segunda seria lutar por uma intervenção militar. Os militares tomariam conta de tudo, mandando para cadeia todos os chacais dos três poderes da República que insistem em roubar nosso país. Caso você opte por esta, saiba que tal solução não é viável. Falo isto com isenção, pois além de ser ex-militar, conheço muitos oficiais das três Forças, alguns deles amigos turma da ESG. Sobre isso, há dois pontos a destacar:

a) Ao contrário de 1964, atualmente, um movimento de intervenção militar, inobstante seu amparo constitucional, não teria como prosperar. Conversa mostram livros importantes de história, naquela época, grande parte da sociedade civil apoiava a contra-revolução, incluindo, parte expressiva da população, a igreja, a imprensa e muitos políticos importantes (como Carlos Lacerda, Adhemar de Barros, Magalhães Pinto bem como os governadores do RJ, de SP e MG). Tal fato não ocorre atualmente.

b) Ademais, os próprios militares não identificam como viável a possível intervenção, pois estão lançando candidatos para as próximas eleições (em torno de 100 até o momento).

3) A terceira solução seria não votar em ninguém. Sei que a politicagem que tomou conta do nosso país tornou a tarefa de votar muito difícil, afinal, a maioria dos políticos são compadres que transformaram o Brasil em um feudo onde impera a corrupção e a má gestão pública. Apesar disto, sugiro que você medite no seguinte:

a) Ao contrário do que andam falando por aí, votos nulos, brancos e as abstenções, NÃO ANULARÃO as eleições caso somem mais de 50% do eleitorado.

Em uma eleição (majoritária ou proporcional), votos nulos, brancos e as abstenções são excluídos da contagem final de votos, sendo considerados como votos inválidos. Isto significa dizer, por exemplo, que, caso haja apenas 10% de votos válidos, são estes que definirão os candidatos que serão eleitos. Ou seja, seria literalmente o governo da minoria votante sobre a maioria ausente.

4) A quarta solução seria, na verdade, um conjunto de ações que envolve a busca por uma melhor educação, levar educação política à população, a busca pela moralidade na sociedade, e etc. Além disso,  como estamos em uma democracia representativa, votar bem seria uma solução. Considerando ser impossível que todos os postulantes aos mandatos sejam marginais, poderíamos eleger candidatos novos e capazes.

MINHA ESCOLHA

Muitas ações precisam ser tomadas para resgatarmos nosso país deste cenário trágico que vivemos, mas votar consciente nas próximas eleições, apesar de não ser o único, é um importante passo para tanto. Esta é a minha escolha.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorSUAS IDEIAS, SUAS ESCOLHAS, SEU VOTO – Parte 1 (Dicas iniciais)
Próximo artigoSUAS IDEIAS, SUAS ESCOLHAS, SEU VOTO  – Parte 3 (Um pouco sobre a estratégia comunista)
André Machado
Cristão, casado há 19 anos, tem três filhos. Foi Sargento da Força Aérea durante 8 anos. Ocupa o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil desde 1998, tendo desempenhado diversas funções em comissão e em assessoria, com destaque para o de Diretor de Fiscalização Substituto, Coordenador Geral de Planejamento e Chefe do Escritório de Fiscalização no Rio de Janeiro (todos na PREVIC). Também atua como professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), na área de Gestão e Planejamento. Possui graduação em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994); Pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ (2001); Pós-Graduação em Previdência Complementar pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003); Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense (2005); Advanced Leadership Seminar / Haggai Institute- 2008 (USA); Pós-Graduação em Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra (2011).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here